Foi anunciada oficialmente na manhã de 25 de março, a agenda para o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, que acontecerá em 14, 15 e 16 de julho, no World Trade Center, em São Paulo. Dalton Pastore, presidente da Abap – Associação Brasileira das Agências de Propaganda, entidade responsável pela idealização do evento, apresentou os principais temas serão abordados durante os três dias de reunião, acompanhado por profissionais como Andréa Galasso (Banco de Eventos), Ângelo Franzão (McCann Erickson), Nizan Guanaes (Africa), Roberto Duailibi (DPZ) e Sérgio Amado (Ogilvy & Mather Brasil).

O Banco de Eventos responderá por todo o planejamento operacional e a execução do congresso, que contará com assessoria de imprensa da Máquina da Notícia, identidade visual criada pela DPZ voluntariamente e apoio de 25 entidades da indústria da comunicação em geral, entre elas Ampro (Associação Brasileira do Marketing Promocional), Abemd (Associação Brasileira de Marketing Direto) e Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda).

Na mesa, partindo da esquerda: Ângelo Franzão,
Andréa Galasso, Nizan Guanaes, Roberto Duailibi,
Dalton Pastore e Sérgio Amado

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2001, fará a palestra de abertura do congresso, sob o tema “Liberdade”. Dois palestrantes, cujos nomes ainda não foram revelados, farão as conferências seguintes, uma delas versando sobre o tema “Publicidade, independência da imprensa e democracia”.

Entre os 15 temas predefinidos após reuniões entre as entidades participantes, estão “Comunicação integrada”, “Marketing promocional”, “Legislação, licitações públicas e concorrências privadas” e “Prestadores de serviços especializadas e sua relação com agências e clientes” (veja abaixo a lista completa). Cada uma das comissões terá um presidente, que será responsável por eleger um palestrante sobre o assunto, nomear um relator, aprovar o relatório final e apresentá-lo ao público. Entre as poucas áreas que já tem presidentes escolhidos estão “A criatividade brasileira”, com Nizan Guanaes; e “Eficácia no planejamento e compra de mídia”, com Ângelo Franzão.

Antecipando a relevância em se discutir os tópicos mencionados, Guanaes cita como exemplo a falta de regulamentação dos serviços de agências especializadas. “Se você quiser saber como o mercado brasileiro pode ser sem regras, pergunte a uma agência de eventos. As relações dela com o cliente são, às vezes, inexistentes; os contratos são job a job. Temos que lutar por uma proteção”, declara o executivo, acrescentando que há necessidade de um acordo entre todos os envolvidos nas atividades de comunicação sobre a questões de remuneração, com direitos semelhantes e bem definidos.

O IV Congresso Brasileiro de Publicidade acontece 30 anos após sua última edição. Na primeira, em 1958, foram firmadas, como enfatizou Dalton Pastore, “as bases da publicidade como a temos hoje”. Na edição seguinte, realizada em 1969, o principal assunto abordado foi a relação entre agências e anunciantes – já sendo levantada, na época, a polêmica questão da BV (bonificação por volume). No último encontro, em 1978, foram dados os primeiros passos para a concepção do Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária).

Veja aqui as imagens clicadas por José Lucindo no encontro com a imprensa.

Confira abaixo a lista completa das 15 comissões do IV Congresso Brasileiro de Publicidade e as principais questões que serão discutidas em cada um deles.

O modelo de brasileiro de remuneração das agências

Os serviços prestados pelas agências aos clientes, aos veículos e aos fornecedores e as formas de compensação; a relação entre remuneração, qualidade dos serviços e resultados para os clientes; o melhor formato de relação comercial de forma a tornar a ferramenta da comunicação cada vez mais eficiente para os clientes.

Comunicação integrada

Como as diversas formas de comunicação podem trabalhar em conjunto, garantindo melhores resultados para os clientes e, portanto, maior interesse pela indústria; os problemas e as dificuldades para o convívio de diferentes ferramentas de comunicação: quem faz o que, quem cobra o que.

A responsabilidade social e sua comunicação

“Ter responsabilidade social” x “Comunicar”; como bem comunicar as ações de responsabilidade sócio-ambiental dos clientes, de forma a fazer valer os seus investimentos na área; quais ferramentas usar; que benefícios obter para os clientes: preferência, fidelidade, margem etc.

Liberdade de expressão comercial

A auto-regulamentação da publicidade no Brasil; a ética na comunicação publicitária e nas demais formas de comunicação: assessoria de imprensa, promoções etc.; os efeitos da proibição e suas desvantagens para a concorrência livre e, portanto, para o consumidor final.

Eficácia no planejamento e compra de mídia

O que já é feito nesta área e o que pode ser melhorado; existem novas ferramentas, novas técnicas, novos conceitos que possamos adotar em benefício da qualidade? Como estamos em relação a outros países, especialmente os de primeiro mundo? Temos o que aprender? A publicidade brasileira está preparada para planejar e comprar mídia em um cenário novo, de grande segmentação, com novas alternativas de formatos, meios e novos hábitos do consumidor?

A educação, a profissão e o mercado

Os novos formandos que as escolas oferecem ao mercado a cada ano e suas reais condições de trabalho e oportunidades; a regulamentação da profissão: vantagens e desvantagens; a qualidade do ensino; a capacidade de aproveitamento de novos talentos no mercado de trabalho; o formato atual de estágios.

Novas mídias

Como avaliar a eficácia e aproveitar as novas midias que estão surgindo? A TV digital e sua influência na comunicação do ponto de vista das agências e dos produtores de áudio e vídeo; as novas revistas de segmento, os jornais gratuitos e as novas mídias digitais.

Merchandisign, promoção, conteúdo e outras formas de atingir o consumidor

Novas formas de convívio e de sinergia entre as ferramentas já consagradas; o que temos hoje a oferecer aos clientes e o que teremos no futuro próximo; como os atuais players do mercado (agências de diversas especializações e fornecedores de serviços) prosperarão em um cenário com muitas novas e antigas alternativas.

A criatividade brasileira

Como anda nosso talento criativo nas diversas formas de comunicação e o que devemos fazer no futuro próximo para atingir a excelência, o estado de arte; como a criatividade pode desequilibrar o jogo; como a mensagem convive entre o globalizado e o segmentado; como a produção valoriza a criação e agrega à marca; a criatividade não é função exclusiva dos departamentos de criação, mas de toda a agência e de todos os agentes; como estimular o trabalho e o desenvolvimento criativo em todas as áreas; e quais benefícios a criatividade traz para os clientes da indústria.

Marketing promocional

A amplitude atual do marketing promocional, sua legitimidade e ética; as agências e o ponto-de-venda; a concorrência que a indústria da comunicação enfrenta com as práticas do varejo e do atacado (preços, descontos, bonificações, enxovais, frentes de gôndola etc) e como ser mais competitivo frente a concorrentes; a relação das agências do setor com os clientes e como ela poderia evoluir.

Legislação, licitações públicas e concorrências privadas

A legislação atual e as revisões que o mercado gostaria de fazer; as melhores práticas; o custo das concorrências e a construção de uma proposta de prática mais saudável para toda a cadeia: agências, fornecedores, meios e clientes.

A realidade dos mercados regionais

As dificuldades e o acesso a talentos, pesquisas e ferramentas modernas; a relevância das verbas públicas; o talento surge apenas nos grandes centros? Como uma agência ou fornecedor regional pode crescer e expandir?

Os prestadores de serviços especializados e sua relação com agências e clientes

Os direitos autorais; a concorrência internacional em condições distintas; a qualidade da gráfica, da imagem, do som e o valor que agrega à marca; a legislação.

A carga tributária

A importância social do setor; o compromisso com milhares de jovens que estão nas escolas e suas famílias; a rentabilidade das agências e dos fornecedores; o PIS e Cofins na prestação de serviços; As PJ’s (Pessoas Jurídicas) e sua legitimidade e legalidade.

Product placement

As novas formas de product placement proporcionadas por novos meios e novas tecnologias; efetividade e o valor de tais ações; como devem conviver conteúdo editorial e product placement; como o consumidor saberá quem é quem.

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